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sábado, 7 de novembro de 2009

Os Substitutos


Ontem fui ver Os Substitutos ao cinema e acabei por ficar a desejar ter um para mim.

Viver a vida num robot.

Como seria viver sem sentir nada? Sem nos queimarmos enquanto cozinhamos, sem cortarmos os dedos ao folhear um livro ou sem caírmos nas aulas de ginástica e ficarmos com um joelho lixado para o resto da vida.

Melhor ainda seria a parte de não termos sentimentos. Era uma maravilha de vida.

Não existiria o calor humano, apenas a frieza robótica onde não teríamos de nos preocupar com ninguém, porque afinal toda a gente "seria" um robot.

Não teríamos que ficar magoados com o facto da nossa melhor amiga nos ter esfaqueado pelas costas, porque não haveria a amizade.

Não teríamos que chorar no duche ao fim do dia por não sermos correspondidos pela pessoa que amamos, porque não haveria o amor.

Não teríamos que recear sofrer uma branca a meio de um exame, pois a nossa memória seria programada para tal nunca acontecer.

E nunca seria duro chegar ao fim do dia, pois simplesmente desligávamos o nosso substituto, virámos o rabo para o outro lado na cama e dormíamos até o amanhecer para recomeçar de novo.


Actum est!